Mostra Foco 2017 // Anocha Suwichakornpong

Algumas lembranças de Anocha

A edição de 2017 da mostra Olhar Foco colocou em destaque o trabalho da grande cineasta tailandesa contemporânea Anocha Suwichakornpong (https://woocommerce-460761-1467366.cloudwaysapps.com/2017/2017/foco-anocha-suwichakornpong/) . A mostra ofereceu 4 programas compostos por 10 filmes, incluindo a estreia brasileira de seu trabalho recente, o incrível filme Dao Khanong (2016), e a estréia internacional de seu lindo filme media-metragem Fantasmas (2005).

Anocha esteve no festival por 4 dias, e participou de debates após as sessões de seus filmes e também ministrou uma Masterclass. No link a seguir você pode ler um resumo generosamente feito pela crítica Samantha Brasil: http://deliriumnerd.com/2017/06/27/cineasta-anocha-suwichakornpong/

Anocha em sua participação no 6º Olhar

Desde a edição do Olhar do ano passado, Anocha manteve-se ocupada com suas produtoras de filmes. Electric Eel Films (http://www.electriceelfilms.com/) e Purin Pictures (https://www.purinpictures.org/). Ela nos enviou esse breve texto abaixo de sua terra natal onde atualmente está realizando um projeto de arte em colaboração com o cineasta britânico Ben Rivers.

O artista da mostra Foco desse ano será anunciado em breve. Ou, talvez, a artista.

 

Anocha Suwichakornpong

Bangkok, 24 de fevereiro de 2018

No ano passado, visitei o Brasil pela primeira vez. Curitiba era um nome desconhecido para mim. “É frio lá”, “Leve seu casaco” foram os comentários que eu ouvi quando eu disse a algumas pessoas que eu estava indo para lá em junho. E, claro, eles estavam certos – o clima era bastante frio durante o Olhar de Cinema. No entanto, foi o calor, o entusiasmo e a generosidade das pessoas que conheci durante a minha breve visita, que vem à tona quando eu olho para trás em 2017.

Era uma alegria para mim observar o público – muitos dos quais eram bastante jovens – correndo de uma sessão para outra. O ar estava cheio de energia positiva. Eu também notei que muitas pessoas – estudantes de cinema, público em geral, críticos de cinema e jornalistas, funcionários do festival e programadores – pareciam ter um saudável interesse em questões que envolvem mulheres e mulheres cineastas. Esta foi uma experiência que não lembro de ter em nenhum outro lugar.

A programação foi igualmente impressionante para mim. Como meu tempo em Curitiba foi bastante limitado, não tive a chance de assistir tantos filmes quanto eu gostaria de ter assistido. No entanto, tive a sorte de pegar o Tabu (1931) de Murnau – que filme glorioso! Destaco também Máquinas (2016), de Rahul Jain, cineasta indiano que também veio ao festival e chegou no mesmo voo que eu. A amizade se formava ali.

Finalmente, é ao programador Aaron Cutler a quem devo agradecer sinceramente. Aaron foi o mágico que fez minha viagem ser possível e verdadeiramente memorável. Tudo começou quando ele propôs um programa com foco em meu trabalho.

Agora temos o começo.

 

Frame de Dao Khanong (Anocha Suwichakornpong, 2016)

 

Frame de História Mundana (Anocha Suwichakornpong, 2009)

 

Máquinas (Rahul Jain, 2016)