Oficinas

As oficinas do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba tem o intuito de expandir e aguçar os sentidos de seus participantes para as mais variadas facetas do cinema e proporcionar uma experiência a mais durante os dias do festival.

Inscrições encerradas em 19 de maio.

Programação e Distribuição – Incentivando a Circulação dos Filmes Brasileiros

12 a 14 JUN - 9h30 às 13h30
Centro Cultural Sesi Heitor Stockler de França - Av. Marechal Floriano Peixoto, 458

Numa época de domínio absoluto dos filmes “blockbusters” e séries de TV, como fazer para que os filmes brasileiros autorais ampliem sua visibilidade e atinjam um público maior? Como programadores e produtores podem lidar com este desafio? O primeiro passo é compreender como este mercado funciona e como vem se transformando.
A oficina irá abordar as diversas possibilidades de circulação de filmes brasileiros, autorais e independentes, de curta, média e longa metragem, incentivando o pensamento crítico. Além de avaliar os mercados de distribuição e exibição, estabelecidos no país, irá também propor a reflexão sobre novas possibilidades e caminhos, especialmente pela internet.
Ela pretende ser útil para aqueles que já trabalham ou querem trabalhar como curadores e programadores de cinemas, cineclubes e festivais, bem como para produtores e realizadores, no planejamento da distribuição dos seus filmes.

Daniel Queiroz

Nascido em Belo Horizonte, em 1974, realizou seus primeiros trabalhos de programação em cineclubes, na década de 1990. Em 2005 e 2006, foi programador do Cine Humberto Mauro. Entre 2007 e meados de 2010, trabalhou na Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, onde ocupou o cargo de Diretor de Audiovisual, sendo responsável pela coordenação do programa de fomento, Filme em Minas. Foi Diretor de Programação do Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, de 2009 a 2012 e programador do Cine 104, de 2012 a 2016. Já participou de inúmeros júris de cinema e comissões de seleção de festivais como Brasília (2016) e Cine Guarnicê (2017). Atualmente é Diretor de Programação do festival carioca, Semana dos Realizadores (onde participa como programador desde 2013) e atua em projetos de distribuição de filmes.

Elaboração de projetos – concepção e estratégias

12 a 14 JUN - 9h às 13h
Centro Cultural Sesi Heitor Stockler de França - Av. Marechal Floriano Peixoto, 458

A oficina tem como objetivo orientar produtores e/ou diretores à estruturar seus projetos de longa-metragem para editais e chamadas públicas. A proposta é trabalhar tanto os aspectos criativos como estratégias de desenvolvimento e produção, analisando e debatendo os principais tópicos que fazem parte da concepção de um projeto.

Luana Melgaço

Luana Melgaço, mineira de Belo Horizonte, é sócia da Anavilhana. Como produtora e produtora executiva, já realizou mais de 20 filmes, entre curtas e longas-metragens, com destaque para O céu sobre os ombros (2009), Girimunho (2010), Sopro (2012) e A cidade onde envelheço (2016). Seus filmes foram exibidos e premiados nos mais importantes festivais de cinema no Brasil e no mundo, além de terem sido lançados comercialmente. Foi professora universitária durante 3 anos e frequentemente ministra oficinas sobre temas relacionados à produção

Para além do Teste Bechdel: a representação das mulheres no cinema

10 a 13 JUN - 10h às 13h
Sesc Paço da Liberdade - Praça Generoso Marques, 189

A partir de conceitos-chave da teoria fílmica feminista, que atravessa pensadoras desde Laura Mulvey, Teresa de Lauretis e Bell Hooks até teorias mais recentes sobre cinema queer, a oficina pretende dar um panorama de como a presença da mulher no cinema tem sido lida não apenas por uma cinefilia historicamente machista, mas pelo próprio pensamento feminista. Será feito um retrospecto de como a História da Arte moldou um específico olhar sobre o corpo da mulher e de como o cinema incorporou esse olhar. Além do conteúdo teórico, a oficina pretende apontar para uma cinematografia de diretoras mulheres que potencializam esse debate. Trata-se mais de indicar por que devemos olhar melhor para essa outra cinematografia, que quebra com o padrão da mulher-musa, a mulher-passiva, a mulher-coadjuvante, com exibição de trechos de filmes que tensionem e problematizem a ideia de feminismo no audiovisual. Entre as diretoras debatidas, estarão Chantal Akerman, Agnès Varda, Margarethe Von Trotta, Dee Rees, Anna Muylaert e Naomi Kawase. Haverá, portanto, uma introdução ao cenário atual, no Brasil e no mundo, sobre como as mulheres são representadas no cinema, demonstrações de como as diretoras em questão tentam subverter esse olhar.

Carol Almeida

Carol Almeida escreve há mais de 15 anos sobre cinema, é integrante da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) e do coletivo nacional Elviras, formado por mulheres que escrevem e pensam o cinema, bem como do coletivo Mape (Mulheres do Audiovisual Pernambuco). Atualmente, é aluna doutoranda do Programa de Pós-Graduação de Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco, com foco na pesquisa sobre a relação entre cinema e cidades.