BOUDU_1_SITE

BOUDU, SALVO DAS ÁGUAS

/ Boudu sauvé des eaux

França, 1932, 85’

Quando e Onde

  • 16:30 Cineplex (Sala 5)
  • 16:15 Cineplex (Sala 5)

Oitenta e cinco anos depois de sua realização, a ácida comédia de Renoir segue conseguindo incomodar e impressionar pelo seu frescor e maneira livre com que é filmada e atuada por um gigantesco Michel Simon. Seu protagonista é um desses personagens cinematográficos inesquecíveis, nessa obra menos celebrada que algumas outras do cineasta francês, mas que é tão reveladora dos dilemas intrínsecos da natureza humana e da nossa organização social quanto suas maiores obras-primas.

Direção

Jean Renoir

Jean Renoir não poderia deixar de ser dotado de uma incrível sensibilidade para o estético, uma vez filho do pintor Pierre-Auguste Renoir. Após escrever um primeiro roteiro para o filme de Albert Dieudonné, “Uma vida sem alegrias”, dirigiu seu primeiro longa-metragem em 1924, “A moça da água” (no qual é produtor e cenógrafo). Explora o realismo em “Toni” (1934) e depois, juntando-se ao grupo "Octobre", conhece Jacques Prévert e Jacques Brunius com os quais trabalhará mais tarde. “A Grande Ilusão” (1937) - um sucesso estrondoso - e “A Regra do Jogo” (1939) que se tornou um dos filmes mais importantes do cinema graças à riqueza de sua direção. Ao estourar a Segunda Guerra Mundial Jean Renoir se exilou nos Estados Unidos. Nesse período torturado dirigiu alguns filmes sobre a guerra como “Esta terra é minha” com Charles Laughton, “Salute to France” e também o drama “A Mulher Desejada”. Em 1962 dirige seu último filme “O Cabo Ardiloso” com Jean Pierre Cassel e Claude Brasseur.

Créditos

Direção
Jean Renoir
Roteiro
Jean Renoir, Albert Valentin
Produção
Michel Simon
Direção de Fotografia
Georges Asselin, Marcel Lucien
Direção de Arte
Jean Castanier, Hugues Laurent
Edição
Suzanne de Troeye
Som
Igor B. Kalinovski

Comentários