O Festival

6º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba | 7 a 15 de junho de 2017

A presente edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba acontece num contexto sócio-político e cultural completamente distinto daquele no qual o festival surgiu em 2012. Em apenas cinco anos o país sofreu uma guinada sobre a qual ainda se fazem necessárias análises e reflexões, para as quais, acreditamos, o cinema pode dar sua contribuição. Refletindo o momento atual, em que o acirramento dos embates se fazem cada vez mais frequentes e violentos, em que as fronteiras entre realidade e ficção estão tão embaralhados que possibilita o surgimento do conceito de Pós-Verdade ou Política Pós-Factual, a identidade visual do VI Olhar de Cinema – FIC, assinada pela artista Sandra Hiromoto, ilustra bem o que se pretende com esta edição do festival: provocar e convidar seu público à reflexão acerca do papel do cinema como ferramenta de sensibilização e resistência coletiva.

Com 125 filmes vindos de diferentes partes do mundo, além de Oficinas, Seminário, Encontros de Negócios, Masterclass, festas e Debates, o Olhar de Cinema – FIC ocupa diferentes espaços na cidade de Curitiba, oferecendo ao longo de 9 dias uma ampla, acessível e variada programação.

A mostra Olhar Retrospectivo exibe os filmes do mestre alemão F. W. Murnau e contará com 10 filmes. A seleção inclui as obras-primas mais celebradas do diretor: Nosferatu (1922), A Última Gargalhada (1924), e Aurora (1927), todos com cópias restauradas em DCP.

Na Olhares Clássicos, que traz um panorama de obras de diversos diretores/ras, países, gêneros e épocas, o público terá a oportunidade de assistir na tela grande, em cópias restauradas, filmes de Jean Renoir, Andrea Tonacci, Shirley Clarke, Norman Mclaren, George Méliès, Joaquim Pedro de Andrade, Josef Von Sternberg, Julio Calasso, Sarah Maldoror, Fernando Severo, Edward Yang, Jindřich Polák e Clemens Klopfenstein.

A mostra Foco deste ano destaca o trabalho da realizadora tailandesa Anocha Suwichakornpong, que virá ao festival apresentar seus 2 longas metragens, História Mundana (2009) e Dao khanong (2016) – este segundo terá sua estreia no Brasil – assim como uma seleção de seus  filmes de curta e média metragens. Além dos filmes de Suwichakornpong, o festival irá exibir a restauração recente de Objeto Misterioso ao Meio-Dia (2000), o primeiro longa-metragem do consagrado cineasta tailandês Apichatpong Weerasethakul, que Suwichakornpong selecionou para projetar juntamente com a estreia internacional de seu média-metragem, Fantasmas (2005).

Dentre as Exibições Especiais – mostra que mescla elementos do passado e do presente, visando apontar possibilidades futuras – destacam-se 2 obras do documentarista chileno Ignacio Agüero, o novo filme do diretor sul coreano Lu Zhang, o mais recente trabalho do argentino Gustavo Fontán, além de 2 novos curtas metragens de Jean-Marie Straub, que também terá o longa Não Reconciliados, exibido nessa mostra.

A mostra Novos Olhares, dedicada a filmes de maior experimentação estética, exibe 6 longas metragens inéditos no Brasil. Já a mostra Competitiva traz 11 longas e 10 curtas metragens, também premières nacionais. Na mostra Outros Olhares composta por 11 longas e 13 curtas, o espectador terá a oportunidade de assistir a filmes ainda inéditos no circuito de festivais, além de obras que já possuem certa trajetória em mostras recentes. Formada por 8 curtas e 1 longa metragem, A Mirada Paranaense, que nesta edição volta a ser competitiva, apresenta a recente produção audiovisual local. E por fim, a grande novidade desta edição, a mostra Pequenos Olhares, anseio antigo da direção do festival de reservar um espaço para a formação de plateia, traz filmes voltados às crianças e adolescentes.

O VI Olhar de Cinema – FIC é apresentado pela Petrobras e BNDES, conta com patrocínio da Sanepar e Fundação Cultural de Curitiba, o apoio do SESI-PR, SESC-PR, Cinema do Brasil, Shopping Crystal e Cineplex Batel, e a promoção da RPCTV e do site Adorocinema e é realizado através da Lei de Incentivo a Cultura, do Ministério da Cultura, Governo Federal.

Agradecemos a todo mundo que tornou essa história possível, que fazem parte do nosso presente e contribuem para que o futuro do evento seja ainda mais vívido!